Memória no espaço em movimento
P ropomos aqui um exercício prático, e mostramos algum caminho entre teorias e saberes. Esse pequeno ensaio trata do esquecimento. Esquecer é um exercício de memória. A memória do esquecimento é vasta e intrincada, e se abre, torna-se uma rede sem fim de acontecimentos que a ampliam cada vez mais como nuvens que se esgarçam no céu. E nublados, falamos do que percebemos, da memória. O ensaio, portanto, trata da memória, e de sua ativa forma de pensamento, sua transformação e modificação. Lembramos o que desejamos lembrar na medida em que possamos re-significar a experiência passada, a fala do presente. Esquecer é mais difícil que lembrar. Para esquecer você aciona um passado no presente. Quanto mais sofrida e traumática a experiência, mais o volume de acontecimentos emergem. É o mesmo princípio do bem, do mistério de alcançar respostas positivas. T udo bem que comparamos, fazemos analogia, traços de no...